Não mais por aqui

12 de Agosto de 2008

O Blog do Niltinho 2.0 está saindo da infância... depois de muito analisar, pesar os prós e os contra, decidi migrar o blog para a plataforma wordpress.
O Blog agora chama se Not-lin e está hospedado em um host próprio. Ainda não acho que seja preciso um endereço .com, mas já melhorou bastante:  http://not-lin.co.nr

Agora é hora de procurar os blogs parceiros para que ele possam alterar o link do blog.
Os textos publicados aqui no blogger já foram devidamente importados para o novo blog, assim como os comentários.


O Blog do Niltinho agora está em http://not-lin.co.nr/ adicione aos seus favoritos!

P.S.: Não se esqueça de visitar o mais novo blog multi-colaboradores da blogosfera brasileira: http://neoconcreto.com

E se... Como seria?

30 de Julho de 2008

Essa é a sentença utilizada em minha frase de status no msn essa semana; Ela pode até parecer estranha, mas expressa algo bem simples: o benefício da dúvida.

Basta para tal, substituirmos as reticências por um desejo ou evento qualquer. As pessoas muitas vezes tornam suas vidas práticas demais, regrada demais, e se esquecem  de "perder" parte de seu tempo vislumbrando como seria a sua vida se algumas mudanças importantes acontecessem.

Pensar em possíveis alterações em nosso modo de vida causadas por eventos que achamos que não irão acontecer pode facilitar muito as coisas se esses eventos realmente acontecerem.
Um exemplo foi quando da morte de minha mãe. Ainda adolescente eu tinha , às vezes, alguns pensamentos (tidos por muitos como mórbidos) do tipo: E se minha mãe morresse, como seria? Pensava em como eu seria capaz de levar a vida sem a melhor mulher do mundo, o que eu faria, como eu reagiria. Quando eu menos esperei o fato aconteceu, é verdade que foi de surpresa, mas não posso alegar que não foi algo em que eu não pensara antes.

Isso não é valido apenas para as fatalidades da vida. Vira e mexe eu penso em coisas do tipo: E se eu me casasse com aquela menina linda, como seria nossa vida? E se eu precisar mudar de cidade, como será?
Chamo isso carinhosamente de futuro condicional, e eu viajo neles. São constantes pensamentos do tipo: E se eu ficasse milionário, como seria? E se a Eu conhecesse a Natalie Portman pessoalmente, como seria? E por aí vai...

Acho que é aí que a vida ganha um pouco de graça. E acho também que é o que milhares pessoas ao redor do mundo fazem, diariamente e indiretamente, na frente da TV. Quando assistimos a ficção na TV estamos no fundo observando como seria a nossa vida se tivéssemos a maravilhosa ou desastrosa vida das personagens.

Ações a parte, que possamos gastar um pouco mais de nosso tempo pensando em como a vida poderia ser, mais ou menos como se existissem universos paralelos. Pois quando menos esperamos a vida se torna o que poderia ser.

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Trabalhando diariamente em um projeto novo sobre o qual posso dizer apenas que é uma forma de mídia social acabei me afastando um pouco da blogosfera. Mas conferi essa semana que no dia 25 o blog feijão com nutella conferiu ao Blog do Niltinho 2.0 o seu primeiro selo, repassando lhe o que foi concedido pelo blog estagiando.



Seguindo à risca o ritual, eu agradeço ao blog feijão com nutella e o repasso aos blogs:

Flickr-se
Entrando no assunto
Metamórphosis

Assim caminha a humanidade

23 de Julho de 2008

Image Hosted by ImageShack.us

Essa semana parei para pensar sobre os rumos que o mundo tem tomado, e quando se pensa a respeito disso, nada é absurdo.

É difícil acreditar que ainda exista genocídio no mundo e que a fome ainda mate milhares enquanto corporações gigantescas enriquecem aos montes. Fica mais difícil ainda de acreditar quando fechamos os nossos olhos. Lembro me agora do filme Hotel Rwanda, no qual Don Cheadle interpreta com maestria o papel de Paul Rusensabagina, o funcionário de um hotel de Rwanda que ajudou a salvar milhares de vidas do genocídio. O filme não mudará o que aconteceu, mas serve para mudar nossa perspectiva, serve para nos chocar, nos tornar atentos ao que pode estar acontecendo agora.
Um outro exemplo é o do sudão. Nos últimos anos estima-se que tenham morrido mais de 400.000 pessoas naquele país.

Não precisa irmos longe, basta nos atermos ao Brasil. Quantas crianças tem morrido diariamente vítimas da desnutrição? Quantos adolescentes perdem a vida em conflitos com policiais em favelas? Quantos? Nós não temos a resposta.
Mediocridade: Essa é a postura da humanidade. A passividade nos agrada, enquanto não acontece conosco está sempre tudo bem. Nossos comentários não mudarão o Mundo e nem mesmo o Brasil, mas as ações tem esse poder.

Não é preciso viajarmos até a África para tomarmos contato com refugiados, basta alguns minutos em um semáforo de uma grade cidade. Os meninos magros limpando vidros por alguns trocados ou se arriscando fazendo malabarismos são refugiados, refugiados urbanos tentando fugir de sua triste realidade e quase inevitável destino.

Assim caminha a humanidade e, infelizmente, parece que assim continuará. Ninguém se move, até levar uma pisada no pé.

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O editor deste blog apresenta aos leitores o seu novo projeto:  TemplatesNow
TemplatesNow é um site que coleta links na web de templates feitas para WordPress e Blogger. É mais um auxílio para os bogueiros, poupando-lhes tempo na escolha de seu template. Visite o site clicando AQUI.
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Estou pensando em migrar o Blog do Niltinho para a plataforma wordpress. o Problema é que entendo pouquíssimo dela. Alguem que a utilize pode deixar uma opinião?

A língua é o chicote do rabo, como dizia a minha avó. Ainda me lembro do tempo em que eu era um moleque, lá pelo início dos anos 90, e do quanto eu atazanava a vida da minha irmã por seus "gostos de adolescente". Era um dueto mágico do entretenimento que levava ela e uma legião de adolescentes a passar momentos em seu próprio paraíso. Barrados no Baile e New Kids on the Block. O primeiro grudava os teens na tela da TV para curtir as aventuras de Brandon, Brenda e Cia; o segundo era a bandinha pop do momento(até hoje eu tenho Step by Step - um de seus grandes sucessos - na cabeça).

Naquele tempo eu não entendia o que aquele seriado tinha de tão espetacular, não entrava na minha cabeça o porquê de a hora do Barrados no Baile ser uma hora sagrada naquele tempo, onde uma multidão de adolescentes parava o que estava fazendo para assistir ao seriado.

Hoje, destituído de preconceitos consigo entender a magia que rolava entorno daquela série. Isso por que eu também tenho uma série teen favorita, e o seu nome é The O.C. A série, que na TV aberta do Brasil ganhou o subtítulo Um estranho no Paraíso, tem em comum com Barrados no Baile (ou Beverly Hills 90210 - seu título em inglês) não só o fato de ser destinada a adolescentes, mas a ambientação em que ela ocorre. Barrados no Baile tinha como "pano de fundo" a vida na Badalada e Rica Beverly Hills, assim como The O.C. nos mostrava a agitação e os conflitos no modo de vida da pequena e rica cidade de Orange Country, também na Califórnia.

A vida que nunca levaríamos. Acho que é isso que reunia adolescente diante das TVs na década de 90 para assistir ao Barrados no Baile e também o que me levava a assistir The O.C. Considero esses seriados a versão hardcore de Malhação, uma vezz que não vemos na novelinha tupiniquim adolescentes da faixa dos 17 dirigindo picapes rumo a baladas, mas vemos uma escola perfeitinha, teen demais para ser verdade.

No fundo, no fundo, sei que o que une a série teen dos anos 90 com The O.C. e outros seriados do mesmo tipo e ainda com New Kids on The Block e outras bandinhas de mesmo estilo é algo muito maior: O Pop. É o amálgama que une as partes. E não adianta ficarmos bicudos ou levantarmos o nariz para ele e as suas manifestações. Como diz a canção do Switchfoot: Você pode tapar os seus ouvidos e os seus olhos, mas o pop nunca te deixará em paz*.
E que atire a primeira pedra quem nunca foi adolescente.

Quase Natural

10 de Julho de 2008

Não sei o que aconteceu, pode ter sido mais uma das necessidades criadas da modernidade, mas o fato é que as mulheres parecem ter desistido de vez dos cachos.
Um breve passeio num shopping confirma essa afirmação. E quem comprova é a estatística: entre um grupo de 10 a 20 mulheres são raras aquelas que ainda ostentam, a despeito da maioria, uma cabeleira cacheada.
Acho que a maior influência é a da moda, a todo momento vemos na televisão belos exemplares de mulheres exibindo seus longos fios de cabelo liso quase perfeitos, algumas com suas franjas e semi-franjas quase que cobrindo os olhos.

Nenhum problema, quando o cabelo liso é o que a natureza deu. Mas existem algumas que perseguem sem cansar o ideal do cabelo liso. Ter cabelo liso agora é como ser magra, exigências incoerentes do mundo pós moderno.
Penso, com sinceridade, que quando as mulheres passam horas enfrentando a chapinha, tentando transformar seus belos e naturais cachos em mechas lisas pouco resistente ao calor, no fundo elas o fazem para ostentar o cabelo diante de outras mulheres.

Andei fazendo uma pesquisa informal a respeito do assunto. Uma amiga me disse que o que elas querem é um cabelo mais fácil de pentear. Tese até aceitável, mas se a origem é essa, o que alimenta as semanais sessões de alisamento, químico ou térmico em salões de beleza são os mandamentos ditatoriais da moda, seguidos à risca por muitas mulheres.

Sei que no fundo, meu aborrecimento se deve à minha clara preferência pelo cabelo cacheado e suas variantes. Mas a questão deixa de ser particular e ganha contornos de preocupação geral quando constata-se que em pleno século XXI, a mulher dita urbana, moderna e independente, tem abandonado cada vez mais a sua individualidade.
No fim das contas, uma tarde num shopping é como um passeio entre um grupo de clones, em que se destacam algumas pelo tamanho da franja ou tom de vermelho, ou ainda por exibir um cabelo liso com pouquissimo frizz[1], "quase natural".

[1] Aos leitores do sexo masculino: Frizz são aqueles pedacinhos de cabelo que teimam em ficar arrepiados  causando inquietação entre as mulheres, por teimarem que eles atrapalham os seus penteados. Nós homens sabemos que isso pouco importa, mas para elas tem muita importância, basta vermos a quantidade de produtos que são lançados constantemente no mercado de cosméticos com a milagrosa promessa de acabar com o frizz.